A auditoria responde a uma pergunta simples e incômoda: se eu pesquiso meu nome agora, o que encontro? Ver uma acusação sobre uma obra misturado ao pouco que já existe de trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho mostra o tamanho real do trabalho e evita gastar energia no lugar errado.
Se quiser começar pela base, vale passar antes pelo guia de reputação online.
Por que auditar antes de agir
A auditoria separa o real do imaginado. Às vezes uma opinião pública que dividiu leitores pesa menos do que a angústia sugere; às vezes há mais trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho enterrada do que se pensava. Só o mapa frio mostra por onde começar.
Transformar o diagnóstico em plano
Priorize pelo que está em jogo. Com a imagem literária e as vendas dos livros dependendo da imagem, comece pelas buscas mais decisivas e reforce-as antes que lançamentos e entrevistas reacendem falas antigas.
Vale lembrar do gatilho: lançamentos e entrevistas reacendem falas antigas.
O checklist da auditoria
A auditoria cabe numa tarde e não custa nada. Como o leitor leitores e editoras pesquisam o nome antes de comprar ou publicar, o objetivo é enxergar a primeira página como ela a vê, com uma acusação sobre uma obra e tudo:
- veja se uma opinião pública que dividiu leitores aparece no topo e em quantos resultados
- pesquise o nome do escritor numa aba anônima e anote as duas primeiras páginas
- confira imagens, vídeos e sites de avaliação, não só os links
- registre datas: conteúdo antigo que ainda ranqueia pede atenção, pois esquenta em lançamentos e feiras literárias
- marque o que é grave, o que é neutro e o que já mostra trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho
- busque também variações do nome e possíveis homônimos
Com que frequência repetir
Auditoria não é evento único. Como esquenta em lançamentos e feiras literárias, vale repetir o diagnóstico em intervalos regulares e sempre que lançamentos e entrevistas reacendem falas antigas, para não ser pego de surpresa por algo novo no topo.
Em Goiânia e Cuiabá, a disputa pela primeira página do nome já acontece; ter uma versão própria bem posicionada é o que separa quem controla a narrativa de quem só reage.
O que está em jogo, afinal, é a imagem literária e as vendas dos livros.
No caso do escritor, depende da relação com o público leitor, e uma polêmica de opinião respinga nas vendas e convites.
O que olhar além da primeira página
Olhe também imagens e avaliações, não só notícias. Muitas vezes é ali que falta trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho e sobra ruído. Como o leitor leitores e editoras pesquisam o nome antes de comprar ou publicar, esses formatos pesam tanto quanto os links de texto.
O caminho mais discreto para resolver
Uma resposta pontual se perde em dias; ocupar espaço nas buscas sobre o nome do escritor, com constância, é outro trabalho. Contratar redator, especialista jurídico e analista de SEO por conta própria custa muito mais do que uma operação conjunta e coordenada.
As dúvidas mais comuns
Vale auditar imagens e avaliações também?
Vale. Uma fala antiga em entrevista ressurgindo costuma aparecer nesses formatos, e o leitor, quando leitores e editoras pesquisam o nome antes de comprar ou publicar, também os vê. Auditar só os links deixa pontos cegos.
O que faço com o que encontro de negativo?
Depende: se uma opinião pública que dividiu leitores é falso ou ilegal, cabe denúncia; se é legal, combate-se com trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho publicada para dividir a primeira página. Apagar nem sempre é possível.
Descobri muita coisa ruim, e agora?
Não caia em deixar uma polêmica de opinião definir sozinha o nome na busca nem no desespero. Classifique o que é grave, neutro e falso, e comece a publicar trajetória, obra consistente e uma presença própria que apresente o trabalho para as posições que estão vazias ou negativas.