Chega o convite: um veículo quer entrevistar o advogado criminalista sobre a polêmica do momento. A decisão de aceitar ou recusar não é simples, e resolvê-la no impulso — dizer sim por vaidade ou não por medo — é não separar sua reputação da imagem dos casos que representa na busca. Como tem o nome ligado publicamente aos casos que defende, e uma associação negativa contamina a busca por ele, e com os contratos de defesa em casos de repercussão em jogo, a entrevista pode ser a chance de a sua versão entrar na história de um relato de cliente insatisfeito com o resultado de um processo, ou a armadilha em que um recorte vira o novo problema.
Se quiser começar pela base, vale passar antes pelo guia de imprensa e notícias.
Muita gente acha que o resultado nos tribunais fala mais alto que o Google — e é justamente aí que escorrega.
O que pesa a favor é atuação séria, casos conduzidos com discrição e presença própria bem posicionada.
No fim, o cliente pesquisa o nome com urgência ao precisar de uma defesa criminal.
O checklist do sim ou não
A pressa do jornalista não precisa virar a sua pressa em decidir. Como quem enfrenta um processo criminal decide rápido e sob forte pressão, uma resposta apressada ao convite costuma ser não separar sua reputação da imagem dos casos que representa na busca. Antes de fechar a agenda, avalie ponto a ponto:
- pergunte o ângulo exato e se é entrevista, participação ao vivo ou por escrito
- pense no que sobra na busca do nome depois, não só no dia da veiculação
- pese o que se ganha esclarecendo um relato de cliente insatisfeito com o resultado de um processo contra o risco de dar mais palco a ele
- considere o formato — ao vivo expõe mais que gravado ou por escrito
- descubra o veículo, o alcance real e o histórico de quem vai conduzir
Ao vivo, gravado ou por escrito muda o risco
Você pode negociar o formato antes de aceitar. Como tem o nome ligado publicamente aos casos que defende, e uma associação negativa contamina a busca por ele, propor responder por escrito ou gravado, em vez do ao vivo, é legítimo e reduz risco. Para o advogado criminalista, escolher o formato pela sua capacidade de manter o tom sobre uma associação do nome do advogado ao caso do próprio cliente é parte da decisão — não um detalhe. Como O cliente pesquisa o nome com urgência ao precisar de uma defesa criminal, o que fica é o resultado, não a bravura de encarar o mais arriscado.
Vale para o advogado criminalista em Fortaleza e Teresina — e em qualquer cidade: quem pesquisa costuma somar a cidade ao nome, e é essa página local que aparece primeiro.
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Se você prefere não fazer isso na mão
Quem está dentro da crise quase nunca tem a distância para conduzi-la com frieza — e o tempo, aqui, joga contra. Quem está dentro da crise raramente tem a distância emocional para conduzi-la bem. Uma equipe de fora enxerga com clareza o que fazer primeiro.
O que costuma ficar em aberto
Ao vivo, gravado ou por escrito, faz diferença?
Muita. O ao vivo expõe ao recorte; o gravado e o escrito dão controle. Como quem enfrenta um processo criminal decide rápido e sob forte pressão, o improviso no auge é onde nasce a frase fatal sobre uma associação do nome do advogado ao caso do próprio cliente. Você pode negociar o formato antes de aceitar.
Estou muito abalado, aceito assim mesmo?
Melhor não. Como tem o nome ligado publicamente aos casos que defende, e uma associação negativa contamina a busca por ele, entrevista dada com raiva vira o recorte que confirma a narrativa. Com os contratos de defesa em casos de repercussão em jogo, aceitar no auge da emoção é não separar sua reputação da imagem dos casos que representa na busca; defender-se às vezes é publicar a sua versão com calma.
Recebi um pedido de entrevista sobre polêmica do advogado criminalista, sou obrigado a aceitar?
Não. Aceitar não é dever e recusar não é admitir culpa. Como tem o nome ligado publicamente aos casos que defende, e uma associação negativa contamina a busca por ele, decidir por pressão é não separar sua reputação da imagem dos casos que representa na busca. Pese onde a sua voz rende mais, na entrevista ou num canal próprio apoiado na atuação séria, casos conduzidos com discrição e presença própria bem posicionada.