Todo comunicado é lido por dois públicos ao mesmo tempo: quem ataca e quem só observa. Para o DJ, o que importa é o segundo, porque pesquisa o nome do DJ antes de fechá-lo para um evento. A régua é simples: diga o que é verdade e relevante, cale o que só serve para reacender a acusação de furar contrato e sumir de um evento. O tom pesa tanto quanto o conteúdo.
Antes de seguir, o guia completo de gerenciamento de crise dá o quadro geral.
Um comunicado ou o silêncio
Nem toda crise pede comunicado. Se uma treta com outro artista exposta nas redes mal circulou, uma nota pública pode dar o alcance que faltava. Como vive de line-up e reputação e uma polêmica derruba convites antes mesmo do próximo show, antes de publicar vale medir se o público já está mesmo cobrando resposta, ou se o texto serviria só para apresentar o problema a quem ainda não o viu.
Comunicado curto ou longo
Um comunicado enxuto também é mais difícil de recortar fora de contexto. Como vive de line-up e reputação e uma polêmica derruba convites antes mesmo do próximo show, quanto mais frases, mais material para tirar do lugar. Poucas linhas, ancoradas em agenda cheia, público satisfeito e presença própria que reúna trabalho e datas, protegem melhor os cachês, os contratos e o lugar nos festivais do que uma carta que abre flancos novos.
Reconhecer o erro ou defender-se
Quando a acusação é falsa, o caminho é negar com fatos, não com indignação. Diante de um set antigo criticado ressurgindo fora de contexto sem fundamento, agenda cheia, público satisfeito e presença própria que reúna trabalho e datas objetiva vale mais que revolta. A defesa firme e serena convence o público; a defesa raivosa parece confirmar o descontrole que o outro lado sugere.
O que calar
Cale também o que você não pode sustentar. Promessa vaga, ataque ao mensageiro e ironia contra quem levantou uma treta com outro artista exposta nas redes são os itens que transformam um comunicado em nova crise. Como a temporada de festivais faz cada contratante checar o nome antes de assinar, cada frase a mais é um risco a mais — o silêncio seletivo é parte da mensagem.
O tom da mensagem
O tom comunica antes do conteúdo. Diante de a acusação de furar contrato e sumir de um evento, frieza e empatia protegem; arrogância e ironia afundam. Como a temporada de festivais faz cada contratante checar o nome antes de assinar, o público está atenta ao clima da resposta, e um tom sereno pesa a favor mesmo quando os fatos ainda são disputados. O comunicado é postura, não só informação.
Silêncio também comunica algo.
Em Feira de Santana e Sorocaba, a disputa pela primeira página do nome já acontece; ter uma versão própria bem posicionada é o que separa quem controla a narrativa de quem só reage.
O que está em jogo, afinal, é os cachês, os contratos e o lugar nos festivais.
No fim, o público pesquisa o nome do DJ antes de fechá-lo para um evento.
No caso do DJ, vive de line-up e reputação e uma polêmica derruba convites antes mesmo do próximo show.
Depois de publicar
O comunicado é um ponto; a presença própria é a linha. Uma nota se perde na busca em pouco tempo, enquanto conteúdo próprio sobre um set antigo criticado ressurgindo fora de contexto segue trabalhando. Para o DJ, o texto de crise deve vir acompanhado da construção que sustenta os cachês, os contratos e o lugar nos festivais quando o assunto esfriar.
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O jeito de agir sem alarde
Cuidar disso sozinho, sob pressão e ainda tocando a própria rotina do DJ, raramente sai como deveria. A blindagem mais barata é a que se constrói antes da crise chegar. Esperar o problema aparecer custa mais caro depois.
O que costuma ficar em aberto
O que é melhor calar?
Detalhes do caso que só dão material a a acusação de furar contrato e sumir de um evento, promessas que não se cumprem e ataques ao autor. Cada frase a mais é um risco a mais para os cachês, os contratos e o lugar nos festivais.
O que DJ deve dizer num comunicado de crise?
O que é verdadeiro, relevante e sustentado por agenda cheia, público satisfeito e presença própria que reúna trabalho e datas. Reconheça o reconhecível sem admitir o que não houve e fale com o público, não com quem levantou uma treta com outro artista exposta nas redes.
Devo reconhecer o erro no comunicado?
Quando há erro real, sim, com sobriedade — negar custa a confiança de o público e prolonga uma treta com outro artista exposta nas redes. Se a acusação é falsa, negue com fatos, não com indignação.