Existe um jeito de transformar um problema pequeno em manchete: reagir mal. Diante de uma causa perdida exposta fora de contexto, cada movimento apressado — apagar tudo, ameaçar, revelar o caso — vira combustível. O cliente percebe o descontrole e desconfia, e pesquisa o nome do escritório antes de confiar uma causa relevante. Saber o que não fazer protege a captação de clientes e a imagem de solidez da banca mais do que qualquer resposta rápida.
Para o panorama completo, veja o guia de gerenciamento de crise.
Brigar com quem publicou
Partir para cima do autor de uma causa perdida exposta fora de contexto costuma dar palco ao que se queria enterrar. Como contratar advocacia envolve dinheiro e medo, então há pesquisa cuidadosa, cada réplica pública é um sinal a mais de relevância, e o conteúdo sobe em vez de descer. Discrição rende mais que estardalhaço quando a captação de clientes e a imagem de solidez da banca está em jogo.
Vale lembrar do gatilho: contratar advocacia envolve dinheiro e medo, então há pesquisa cuidadosa.
Um exemplo hipotético: alguém em Porto Alegre pesquisa o nome do escritório de advocacia agora; o mesmo se repete em Campinas e Uberlândia, cidade por cidade.
O checklist do que não fazer
Se der para memorizar uma coisa, que seja esta lista de freios. Ela existe para proteger o escritório de advocacia do erro de ignorar uma reclamação de honorários achando que responder dá palco no exato momento em que o impulso é mais forte:
- não peça para aliados atacarem em massa quem publicou
- não prometa o que não pode cumprir só para acalmar o cliente
- não responda uma reclamação de ex-cliente sobre honorários no calor da emoção, sem os fatos na mão
- não trate a crítica como perseguição e ignore o cliente por completo
- não exponha detalhes do caso para provar que você tem razão
- não apague tudo e suma, deixando só a versão do outro no ar
Como mantém demanda constante, com picos por tipo de demanda jurídica, o momento certo de agir importa.
Muita gente acredita que a tradição do escritório dispensa presença digital — e é justamente aí que escorrega.
Apagar tudo e sumir
Deletar posts e desaparecer parece alívio, mas deixa a narrativa inteira nas mãos de quem falou primeiro. Sem uma versão sua no ar sobre uma reclamação de ex-cliente sobre honorários, o cliente fica só com a do outro lado — e pesquisa o nome do escritório antes de confiar uma causa relevante com base nela. O silêncio total combinado com nenhuma presença é dos erros mais caros.
O jeito de agir sem alarde
Construir uma versão própria bem posicionada, ao lado do que já existe, pede volume de conteúdo que ninguém sustenta sozinho. A Inovai monitora diariamente a posição de cada conteúdo publicado — decisão com dado real, não com a sensação de que 'já deu certo'.
O que costuma ficar em aberto
Prometer resolver rápido acalma a crise?
Só se a promessa valer. Palavra não cumprida vira a segunda crise. Diga apenas o que se sustenta em áreas de atuação claras, casos conduzidos com discrição e presença própria séria e evite o erro de ignorar uma reclamação de honorários achando que responder dá palco de vender o impossível.
Devo apagar tudo quando surge uma crise?
Não. Sumir deixa a narrativa nas mãos do outro lado, e pesquisa o nome do escritório antes de confiar uma causa relevante com base só nela. O certo é ter uma versão própria dividindo espaço com uma causa perdida exposta fora de contexto, com sobriedade.
Brigar com quem publicou ajuda?
Costuma piorar. Como contratar advocacia envolve dinheiro e medo, então há pesquisa cuidadosa, cada réplica pública dá mais relevância ao conteúdo. Discrição protege a captação de clientes e a imagem de solidez da banca mais que estardalhaço.