Conhecer o serviço

Advogado do Consumidor: como não piorar a crise

Por Inovai · Blindagem ·

Existe um jeito de transformar um problema pequeno em manchete: reagir mal. Diante de um relato de processo que demorou e não valeu a pena, cada movimento apressado — apagar tudo, ameaçar, revelar o caso — vira combustível. O cliente percebe o descontrole e desconfia, e compara relatos sobre resultados reais antes de entrar com uma ação. Saber o que não fazer protege a confiança de quem se sentiu lesado e quer reparação mais do que qualquer resposta rápida.

Este texto pega um recorte; o assunto inteiro está no guia de gerenciamento de crise.

Some a isso a rotina de quem compara relatos sobre resultados reais antes de entrar com uma ação, e adiar vira o padrão.

O erro mais comum aqui é prometer indenização alta e alimentar a frustração de quem recebeu bem menos.

O checklist do que não fazer

Se der para memorizar uma coisa, que seja esta lista de freios. Ela existe para proteger o advogado do consumidor do erro de prometer indenização alta e alimentar a frustração de quem recebeu bem menos no exato momento em que o impulso é mais forte:

  • não apague tudo e suma, deixando só a versão do outro no ar
  • não prometa o que não pode cumprir só para acalmar o cliente
  • não responda uma reclamação sobre indenização que veio bem menor que o prometido no calor da emoção, sem os fatos na mão
  • não trate a crítica como perseguição e ignore o cliente por completo
  • não exponha detalhes do caso para provar que você tem razão
  • não brigue em público com quem levantou um relato de processo que demorou e não valeu a pena

No fim, o cliente compara relatos sobre resultados reais antes de entrar com uma ação.

Um exemplo hipotético: alguém em Campo Grande pesquisa o nome do advogado do consumidor agora; o mesmo se repete em Belém, cidade por cidade.

Tratar toda crítica como perseguição

Nem tudo merece resposta pública, mas ignorar por completo também cobra seu preço. O silêncio prolongado diante de uma avaliação sobre honorários abocanhando quase toda a causa deixa a confiança de quem se sentiu lesado e quer reparação exposta e a narrativa livre. O equilíbrio é responder o que tem peso, com sobriedade, e deixar de lado só a provocação vazia.

Continue lendo

Na sequência, faz sentido ver estes conteúdos:

A alternativa a resolver tudo sozinho

Cuidar disso sozinho, sob pressão e ainda tocando a própria rotina do advogado do consumidor, raramente sai como deveria. Sem contrato de fidelidade: o cliente decide, ciclo a ciclo, se continua — a Inovai prefere reter por resultado, não por contrato.

Conhecer o serviço Falar em sigilo no WhatsApp

O que costuma ficar em aberto

Ignorar a crítica é uma boa saída?

Só a provocação vazia. Ignorar tudo, inclusive um relato de processo que demorou e não valeu a pena com peso, passa descaso e deixa a confiança de quem se sentiu lesado e quer reparação exposta. O equilíbrio é responder com método o que importa.

Qual o maior erro do advogado do consumidor numa crise?

Reagir no impulso. Responder uma reclamação sobre indenização que veio bem menor que o prometido com raiva, antes dos fatos, entrega a o cliente um descontrole que pesa mais que a acusação e alimenta o problema.

Posso expor detalhes para provar que estou certo?

Evite. Expor o caso de uma avaliação sobre honorários abocanhando quase toda a causa dá mais material ao problema e passa a imagem de quem quebra sigilo sob pressão. Guarde expectativas alinhadas desde o início, resultados reais e presença própria honesta para os canais certos.

Conteúdo informativo do blog Inovai · Blindagem de Reputação. Não substitui orientação jurídica. Resultados variam conforme a situação e a concorrência pelas mesmas buscas.